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O vento toca no Trigal...

Imagine

Sábado, Janeiro 31, 2004

UMA IMAGEM


Ao ver uma imagem cada indivíduo

A vê sob um ângulo ou uma face

Sob a ótica que lhe é mais fiel

Naquele dito momento.


Quando observamos uma imagem,

Ela nos fala ao coração e nos toca

Sensibilizando todo o nosso ser.

Para o amor instantâneo ou

Para a recusa em aceitá-la.


De imediato, facilmente projetamos

Uma nova imagem em nossas retinas,

Será tão bela e perfeita se amamos ou

Totalmente feia e alterada se rejeitamos.


Pode ser que nada tenha com o

Imaginário momentâneo.

Que suas cores não sejam tão

Belas ou suaves como nos apresentam

Ou gostariam que a víssemos


A interpretação não é errônea, é verdadeira

Assim podemos afirmar que a verdade

É um prisma que tem suas três faces

A minha, a tua e a verdadeira.





Plantado pela Semeadora on 21:20 | *

Vozes no Trigal

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

Hoje um quê de nostálgico teima em me envolver.
Já tentei escrever, mas a escrita não saiu ao meu sabor...
Encontrei este verso de Florbela Espanca, que como todos os seus poemas, são lindos.
Decidi compartilhar com os meus amigos.

Amiga
Deixa-me ser a tua amiga,Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por me dizeres!

Beija-me as mãos, Amor devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando ao sol no mesmo ninho...

Beija-me mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei para a minha boca!...

Plantado pela Semeadora on 21:01 | *

Vozes no Trigal

Sexta-feira, Janeiro 23, 2004



Uma Simples Resposta

Muito lindo o escrito em sua resposta.
Não sou poeta e nem escritora.
Gosto de jogar palavras no papel,
Brincar de escrever sem pensar.

Toda vez que penso no escrito
leio, rasgo e jogo ao léu.
Na cesta de papéis,
já foram parar um monte de escritos
e rascunhos manuscritos.

Versejados ou não.
Histórias de amores perdidos
que pelo caminho foram ficando.
Esquecidos e amarelecidos
pelo tempo, que teima em não
querer parar para que os recupere.
Já que, reescrever a história é impossível.

Amores do passado e do presente
juntos, aos pedaços ou separados,
são sempre lembranças adoráveis,
são também a alegria enternecedora
de quem já viveu um grande amor.




Plantado pela Semeadora on 01:40 | *

Vozes no Trigal

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

Amigos, após este curto intervalo, baterias já re-carregadas para um novo período de atividades, estou retornando na minha marcha constante, enfrentando todos os labores da vida, afinal necessitamos todos continuar o nosso trabalho diário e já iniciei o meu.

Monike viagem 2004 Fonte Imperador Caxambu.jpg
Minha sobrinha/neta Monike

Folha em branco

Em uma folha em branco
Eu leio o que penso
Medito, fico a matutar
Que pensamento chegou
às minhas mãos
que não consigo decifrar.

O branco da pureza
bela letra indelével
Diria mesmo invisível
Cismo, mesmo com um
texto de uma certa leveza

O que será que o amigo
Autor de belas poesias
Quis para mim
Em verso ou prosa
Afirmar neste texto
lindo e singelo?

Plantado pela Semeadora on 06:45 | *

Vozes no Trigal

Quinta-feira, Janeiro 08, 2004


Amigos
Ficarei uns dias sem escrever, como a Bisbilhoteira
também vou dar um tempo e entrar em recesso para
recarregar as baterias. Breve estarei de volta, mas até lá
fiquem com os versos de Fernando Pessoa para distrair.




Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planíces
E que haja rochedos e ervas...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

FERNANDO PESSOA


Plantado pela Semeadora on 17:50 | *

Vozes no Trigal

Terça-feira, Janeiro 06, 2004


"Exigimos de nós o que não pediríamos aos melhores amigos.
Não sejamos omissos, nem cúmplices, tampouco coniventes.
Da íntima frustração que escurece nosso olhar".

Içami Tiba

Plantado pela Semeadora on 10:34 | *

Vozes no Trigal


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