Quadrinha
Semida Cauduro Rodesky
Flores de cores variadas
em meu coração florescem.
Elas nascem e aparecem
sem estação determinada...
Para serem a ti ofertadas.
RJ, 19/08/2007
Num emaranhado perde-se a mulher
Muitas vezes, por anos amordaçada
pelos costumes tribais e pela sociedade...
Volta-se para cultivar o corpo
Fica com belas formas e flutua,
caminhando pelas veredas de sua existência,
Ninguém percebe...
Cansa-se e numa rápida resposta
Livra-se da mordaça e responde,
com inteligência e ardor,
aos seus opressores...
Flutuando, passa de um lado ao outro,
torna-se uma exímia oradora
Debate e discorre sobre assuntos
que ninguém a achava capaz
Torna-se líder...
Liderança que aprendeu a exercer
em sua humilde vivência,
de dona do lar, de princesa e de rainha
amordaçada; assim acontecia ...
Negavam-lhe a voz...
Mesmo amordaçada sempre teve
amor e carinho pelos seus opressores,
e na sua evolução foi modificando
o sentido da vida de suas sucessoras...
Assim, através dos tempos é a
Mulher de corpo e alma...
É Natal ...
Lá fora a neve está caindo
Olho pela janela do carro,
Nada vejo para por minha atenção...
Permaneço horas contemplando
a bucólica paisagem cinzenta
e a neve a cair...
Meu coração gela...
Sinto um imenso frio,
ninguém aparece para aquecer-me ...
Tenho que voltar, estou enfraquecida,
Mal consigo ligar o carro e retornar...
Para a sala cheia de pessoas vazias...
De amor, fraternidade e humildade...
Sem o Espírito do Natal!
Lua
Que da janela, indiscreta,
observa e ilumina meu leito .
Que um dia foi um leito de amor;
Onde vivemos um dia
Uma vida de felicidade
e de encantamento.
Traz-me belas recordações
de um amor que se foi!
Dia 14 de Março de 2006 - Dia Nacional da Poesia .
Minha homenagens aos meus amigos poetas
Semida
Poeta Eterna Criança
Semida Cauduro Rodesky
Como criança brinca com palavras e rimas
Desnuda a alma num canto melodioso.
Vai desfiando conta a conta
como num rosário ,
expondo o coração
canta o amor e a desdita
com a mesma desenvoltura.
Com a elegância de um príncipe
evoca a sua doce princesa
a transforma em rainha
nem que seja por minutos.
Vive intensamente o amor e a paixão!
Triste fica a um canto
com seu lamento e sua dor!
A declara publicamente
com uma delicadeza mor
Chora e pranteia a amada
com carinho e emoção.
E como numa ciranda ,
retorna ao seu afã infantil;
parte e busca nova trajetória
em busca do pranto ou do amor !
Na minha infância eu sonhei , sonhei e sonhei....
Um dia distante, quando crescer, uma casa terei.
Será sólida como a pedra com a qual a construirei
Firme como o pensamento da vida que viverei..
Uma casa sólida de paredes reforçadas, duplas,
Altas, refrescantes, onde a paz pudesse reinar,
Com muita sombra, árvores, frutas e flores,
O perfume a invadir minha alma, espraiando
Aromas diversos, saborosos e doces pelo ar.
Onde, nas tardes primaveris, o riso e a felicidade
Estivessem presentes e representados pelo florescer das rosas,
Pelo canto dos pássaros em revoada fazendo uma anarquia,
Que estariam presentes e sincrônicos como o farfalhar das folhas
Sopradas com irreverência pela brisa das tardes alegres.
Na cadeira, sentada ao cair da tarde, pudesse
Admirar a beleza das flores, sentir o perfume,
Deliciar-me com uma boa leitura, ouvir música suave,
Compatível com o meu estado de espírito,
Com a porta sempre aberta como a esperar
Por uma boa companhia e uma boa conversa.
Horas após horas se passam e o dia também,
Chega o crepúsculo, a noite de mansinho
Vem chegando, a vida passa e eu,
Na cadeira, sozinha, continuo a esperar
Pelo amanhã que não tarda, pelo alvorecer,
Clareando novamente o dia, na minha casa
Sólida, pétrea, que ninguém há de derrubar.
Deixa eu ver se o espírito do Natal
já está na sua casa.
Não, não quero
ver a árvore iluminada na sala,
nem quero saber quanto você já
gastou em presentes.
Quero sim,
sentir no ambiente a mensagem viva do
aniversariante desse Dezembro mágico:
toda a família está unida?
O perdão já eliminou aquelas desavenças
que ocorrem no calor das nossas vidas?
Não quero ver a sua despensa cheia,
quero saber se você conseguiu doar
alguma coisa do que lhe sobra,
para quem tem tão pouco,
as vezes nada.
Não exiba os presentes que você já comprou,
mesmo com sacrifício,
quero ver ai dentro de você a preocupação
com aqueles que esperam tão pouco,
uma visita, um telefonema, uma carta,
um e-mail...
Quero ver o espírito do Natal entre pais que
descobrem tempo para os filhos,
em amigos que se reencontram e podem parar
para conversar,
no respeito do celular desligado no teatro,
na gentileza de quem oferece o banco
para o mais idoso,
na paciência com os doentes,
na mão que apóia o deficiente visual na
travessia das ruas,
no ombro amigo que se oferece para
quem anda meio triste,
perdido.
Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais,
a natureza que implora por cuidados tão simples,
como não jogar o papel no chão,
nem o lixo nos rios.
Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas,
no convite ao consumo,
mas no enfeite que a bondade faz no
rosto das pessoas generosas.
Por fim, mostre-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida,
através do abraço fraterno, da oração sentida,
do prazer de andar sem drogas e sem bebidas,
do riso franco,
do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz,
não resistir ao desejo de fazer outras pessoas,
também felizes.
Deixe o Natal invadir a sua alma,
entre os perfumes da cozinha que vai se
encher de comidas deliciosas,
no cheiro da roupa nova que todos vão exibir,
abrace-se à sua família e façam alguns
minutos de silêncio,
que será como uma oração do coração,
que vai subir aos céus,
e retornar com um presente eterno,
duradouro:
o suave perfume de Jesus, perfume de paz,
amor,
harmonia e a eterna esperança de que um dia,
todos os dias serão como os dias de natal.
Feliz Natal para você e para os seus!
autoria: Paulo Roberto Gaefke
Aos meus amigos e a todos que por aqui passam e não deixam a sua mensagem desejo a todos um Feliz Natal
Beijos
Semida
Hei, você, aonde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.
Para onde vão todos?
Os shoppings estão lotados...
Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho...
Há uma correria generalizada...
Alimentos e bebidas são armazenados...
E os presentes, então? São tantos a providenciar...
Entendo que você tenha pouco tempo.
Mas qual é o motivo dessa correria?
Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por
mero interesse...
Que há abraços frios e calculistas...
Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.
Mas já que você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de
lhe perguntar novamente: para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto:
"viva Jesus, feliz Natal"!
E os sóbrios comentam: "é louco!".
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado
do Natal, ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente
acaricia a praia, num vai-e-vem constante...
Natal é fraternidade...
E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma
criança sem sorriso, uma estrela sem luz.
Mas o Natal também é união...
E a vida sem união é como um barco rachado, um pássaro de asas quebradas, um
navegante perdido no oceano sem fim.
E, finalmente, o Natal é pura expressão do amor...
E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não
sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do
crepúsculo.
Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer
os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.
Enfim, a vida sem amor... Bem, a vida sem amor é mera ilusão.
Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo
trazido pelo notável Mestre, cuja passagem pela Terra deu origem ao Natal...
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
Desejo a todos m Feliz Natal!
Chego ao mundo todos os dias, em busca de evolução.
Carrego na alma chagas do passado, amortizadas pela esperança do recomeço, esquecidas no envoltório de um novo corpo.
Entretanto, quando mais conto com tua ajuda, para me erguer à altura da tarefa que trago, da prova que planejei ou da missão a mim outorgada, eis que te vejo de mãos vazias para me amparar!
Quantas vezes, me deixas na companhia das ruas, me abandonas à míngua de tudo, sem que eu tenha boca para pedir socorro, sem que eu tenha mãos para buscar sustento, sem que eu tenha o espírito preparado para vencer a mim mesmo...
Quantas outras, me empanturras de fantasias malsãs, de ambições perniciosas, criando-me em castelos de egoísmo e indiferença, em completo menosprezo pelo solo da minha alma.
Pobre ou rica, tenho sofrido a violência determinada pela lei do mais forte: punem-me antes que eu tenha plena consciência do que seja culpa; moldam-me à força do chinelo e da coação, como se a educação de que necessito fosse mera domesticação.
Pobre ou rica, tenho sido explorada em minha inocência de espírito adormecido em sua maturidade, e sou desde cedo convocada à mentira, desde cedo instigada à sensualidade sem propósito, desde cedo acometida pelas doenças sociais de todas as camadas .
E, no entanto, caro adulto, que pensas do futuro, se não voltas teu olhar benevolente para mim, a criança?
Que mundo transformado pretendes, se não te lanças com todo arrojo de tua alma à minha educação?
Somos tantas neste planeta em transição!
Estamos vindo em massa, em busca de uma oportunidade de ascensão, demandando o privilégio de colaborar contigo na construção de um amanhã mais sorridente!
Peço-te, não me esqueças - pois sou teu filho, teu aluno, teu neto; sempre teu irmão, pedindo apenas a quota de amor e paciência de que preciso para me fazer homem de bem e companheiro do teu ideal!
de MEIMEI, psicografada em 25/11/91 - extraída do livro de Dora Incontri
Sempre antes de realizar um sonho,
a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo
que foi aprendido durante a caminhada.
Ela faz isto não porque seja má,
mas para que possamos,
junto com o nosso sonho,
conquistar também as lições que aprendemos
seguindo em direção a ele.
É o momento em que
a maior parte das pessoas desiste.
Uma busca começa sempre
com a Sorte de Principiante.
E termina sempre
com a Prova do Conquistador.
A hora mais escura
é a que vem antes do sol nascer.
Simbolicamente, a paciência é um sedativo da melhor qualidade.
Usando-se, nessa condição, ei-la fazendo prodígios.
Antes de tudo, é vacina contra a irritação, acalmando-nos a vida íntima.
E surge a seqüência de abençoadas derivações.
Resguardando-a conosco, os familiares encontram segurança e tranqüilidade.
Os vizinhos permanecem isentos de inquietações.
Os amigos descansam em nosso convívio.
Discussões negativas e diálogos inconvenientes surpreendem a estação terminal.
Conservando-a, retemos em nós o clima favorável ao cultivo da esperança.
Ao alcance de todos, é por isso que a paciência na farmácia da vida, é o específico da paz.
A vida são deveres que nós
trouxemos pra fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano..
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais
para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada
e inútil das horas...
Dessa forma eu digo,
não deixe de fazer algo
que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais.
Depois de ler este tema tão belamente tratado, por Mário Quintana, que está servindo de introdução a uma definição de vida que assisti em um Seminário sobre Medicina Fetal e sobre direitos do concépto e de seus pais.
Onde um Professor de Portugal a definiu como "Uma doença crônica, de transmissão sexual e que evolui para o êxito letal"
Bem eu não a considero uma doença, mas também não saberia definir poeticamente como o fez o Mário Quintana comparando-a um relógio...
Posso definí-la como um Sopro Divino, uma chama que nos fornece energia, auto sustentável até um determinado limite independente de nossa vontade ( até certo ponto), quantas coisas erradas e que atentam contra ela executamos a cada minuto e nem o sentimos, é a forma errada de alimentar , é a ociosidade, é o sono que não respeitamos e as vezes até o período de descanso que sacrificamos para trabalhar .
Fazemos isto e nem sentimos...
Concordo com a transmissão sexual, sem ela não há vida ( salvo a raríssima exceção religiosa, mas aqui não me detenho para analisar.) Concordo também com o êxito letal para o corpo, quando esta chama ou Sopro Divino a que me referi no início se extingue e não mais consegue manter o corpo físico funcionante. Mas tenho certeza absoluta que este Sopro Divino não se extingue totalmente e continuamos a viver em outro plano ou em outra dimensão.
Sempre que temos uma definição, não conseguimos nunca concordar integralmente com qualquer definição, seja ela qual for. Sempre que definimos algo, temos que ver os erros e os acertos desta definição.
Pensemos sobre a vida, será que alguém tem uma definição lógica e perfeita sobre ela?
Caliente está mi corazón
tú supiste calentarlo
llegaste pro un ratito
con tus palabras, fuiste
de pronto y luego
señalando tus gestos y
dejándome las impresiones
de tu ojos en mi persona.
no me des cuenta de tanto
si por un ratito yo no lo vi.
cuando me acerqué de ti
para quitarlo de mi pecho
no había más condiciones
de hacerlo luego y todavía
no, no lo hago jamás.
(Déjame hechar tu falta)
Semeador, despertaste aos clarões da aurora e começaste a semear...
A dura lavra exigia suor e, dia sobre dia, arroteaste o solo, calejando as mãos, entre o orvalho da manhã e a luz das estrelas.
Diante dos sacrifícios, os mais amados largaram-te a convivência, sequiosos de reconforto...
Mas quando te viste a sós, sem ninguém que te quisesse as palavras, a natureza conversou contigo, em nome do Céu, e escutaste, surpreendido, as orações da semente, no instante de morrer abandonada para ser fiel à vida; ouviste as confidências das roseiras, escravizadas na gleba, cujas flores brilham nos salões, sem que lhes seja dado outro direito que não aquele de respirar, entre rudes espinhos; recolheste a história do trigo que te contou, ainda nos cachos de ouro, como seria triturado nos dentes agudos de implacáveis moinhos, a fim de servir na casa dos homens; e velhas árvores lascadas e sofredoras te fizeram sentir que Deus lhes havia ensinado, em silêncio, a proteger carinhosamente, as próprias mãos criminosas que lhes decepam os ramos...
Consolado e feliz, trabalhaste, semeador!
Um dia, porém, o campo surgiu engalanado de perfume e beleza e apareceram aqueles que te exigiram a colheita para a festa do mundo...
Choraste na separação das plantas queridas, entretanto, ninguém te viu as lágrimas escondidas entre as rugas do rosto.
Eras sozinho, perante as multidões que te disputavam os frutos e por não haveres adestrado verbo primoroso de modo a defender-te, diante das assembléias, e porque a tua presença simples não oferecesse qualquer perspectiva de encanto social, os raros amigos de tua causa julgaram prudente silenciar, envergonhados do rigor de tuas ásperas disciplinas e da pobreza de tua veste, mas Deus te impeliu à renovação e, conquanto despojado de teus bens mais humildes, procuraste outros climas e outras leiras, onde as tuas mãos quebrantadas e doloridas continuaram a semear...
Semeador dos terrenos do espírito, que te encaneceste na lavoura da luz, qual acontece ao cultivador paciente do solo, não te aflijas, nem desanimes. Se tempestades sempre novas te vergastam a alma, continua semeando...
E, se banimento e solidão devem constituir a herança transitória do teu destino, recorda o Divino Semeador que, embora piedoso e justo, preferiu a cruz por amor à verdade e prossegue semeando, mesmo assim, na certeza de que Deus te basta, porque tudo passa no mundo, menos Deus.
Meimei
(Do livro Ideal Espírita, 35, Francisco Cândido Xavier, edição CEC)
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Semeador, não desista nunca!
Deus, que tudo vê, sabe da origem de todas coisas e de todos os gestos.
E um gesto de amor é uma assinatura que ninguém, por mais astuto ou poderoso, pode apagar aos olhos Dele.
Um gesto de amor é uma assinatura do coração!
Hoje é o seu aniversário , são 74 anos abençoando a Cidade do Rio de Janeiro.
Há 74 anos inaugurava-se o monumento do Cristo Redentor que oferece uma visão de 360º na cidade.
Obra majestosa inteiramente financiada pelo povo , com doações, rifas e coletas de rua.
Foi eleito pelo povo como a maravilha do Rio de Janeiro.Inaugurada em 12 de outubro de 1931pelo presidente Getúlio Vargas e pelo Cardeal Dom Sebastião Lemos.
Projeto totalmente brasileiro do Engenheiro Heitor da Silva Costa ( levou 5 anos para a conclusão), esboço do pintor Carlos Osvaldo, como seria impossivel realizar a execução no Brasil tudo foi levado para a França e o escultor polonês Paul Landowski foi o executor da obra, que em blocos retornou ao Brasil para ser montado no alto do Morro do Corcovado a 710 m do nível do mar, pesando 1145 toneladas e com 38 metros de altura o monumentoe 30 metros de estátua que é revestida de pedra sabão oferecendo ao Rio de Janeiro uma visão de 360º.
Esta é a minha homenagem ao aniversariante do ano
O verdadeiro amor dispensa manifestações exteriores que, infelizmente, não lhe conseguem traduzir a extensão nem a intensidade. Assemelha-se à paz: não tem posturas externas. Sente-se mas não se expressa.
*
Se podes movimentar recursos favoráveis ao vigor da intriga, querelar com a consciência ruminando aversão e animosidade, exorbitar nas questiúnculas sem valor para o mercado da maledicência, também podes amar, envolvendo o coração na doce paz da consciência reta, em nome das forças do bem latente no próprio espírito.
*
Disse o Senhor: ¿Busca a verdade e a verdade te fará livre. Ama o teu próximo como a ti mesmo, quanto eu próprio te tenho amado.¿
Na verdade está a fórmula de libertação total e no amor o caminho para atingir a verdade.
A verdade, assim, é o amor que se sublinha e engrandece, fazendo com que o espírito que ama penetre no mistério sagrado da Criação, em paz.
*
Se a tua paz interior pode transformar-se em luz para os que vagueiam em sombra, sem alarde, conduzes o tesouro do amor, que até destaca como servidor por excelência, em nome da Vida.
***
(De ¿Poemas de Paz¿, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Simbá)
Padre Antônio Vieira, seu mano Bernardo Vieira
e o "Boca do Inferno" Gregório de Mattos e Guerra
Soneto
que Bernardo Vieira mandou para seu irmão, Padre Antônio Vieira:
Se queres ver do mundo um novo mapa,
oitenta anos atende desta cepa
por onde ramos a cobiça trepa,
e emaranhada faz do tronco lapa.
Morde com dentes por não ter mais papa;
com língua fere, com as mãos decepa;
soldado e povo livra da carepa,
que na tarde e manhã raivoso rapa;
olhos de água, as faces de tulipa;
cada pé de joanete uma garlopa;
com um só corpo de chalupa.
O bofe muito, e muito pouco a tripa,
é a minha musa; porque nela topa
em apa, epa, ipa, opa, upa.
Resposta
do Padre Antônio Vieira, pelos mesmos consoantes:
Vê, Bernardo, da eternidade o mapa
deixa do velho Adão a geral cepa,
pelo lenho da cruz ao Empírio trepa,
começando em Belém da pobre lapa.
Mais que rei pode ser, e mais que papa,
quem de seu coração vícios decepa;
que a grenha de Sansão toda é carepa,
e a guadanha da morte tudo rapa.
A dor da vida se é na cor tulipa,
de seus anos também se faz garlopa,
que os corta, como o mar corta a chalupa.
Não há mister que o ferro corte a tripa,
se na parte vital o fado topa,
em apa, epa, ipa, opa, upa.
Soneto
Por consoantes que me deram forçados
Gregório de Mattos e Guerra, o "Boca do Inferno", entra na conversa:
Neste mundo é mais rico o que mais rapa;
quem mais limpo se faz, tem mais carepa;
com sua língua, ao nobre o vil decepa;
o velhaco maior sempre tem capa.
Mostra o patife da nobreza o mapa;
quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
quem menos falar pode, mais increpa;
quem dinheiro tiver, pode ser Papa.
A flor baixa se inculca por tulipa;
bengala hoje na mão, ontem garlopa;
mais isento se mostra o que mais chupa;
para a tropa do trapo vão a tripa,
e mais não digo; porque a Musa topa
em apa, em epa, em ipa, em opa, em upa.
Gregório de Matos
Poeta barroco brasileiro, nasceu em Salvador/BA, em 20/12/1623 e morreu em Recife/PE em 1696. Foi contemporâneo do Pe. Antônio Vieira. Amado e odiado, é conhecido por muitos como "Boca do Inferno", em função de suas poesias satíricas, muitas vezes trabalhando o chulo em violentos ataques pessoais. Influenciado pela estética, estilo e sintaxe de Gôngora e Quevedo, é considerado o verdadeiro iniciador da literatura brasileira.
De família abastada (seu pai era proprietário de engenhos), pôde estudar com os jesuítas em Salvador. Em 1650, com 14 anos, abala para Portugal, formando-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1661. É nomeado juiz-de-fora em Alcácer do Sal (Alentejo) em 1663. Em 1672 torna-se procurador de Salvador junto à administração lisboeta.
Volta ao Brasil pouco depois de 1678. Quarentão e viúvo, tenta acomodar-se novamente na sociedade brasileira, tarefa impossível. Apesar de investido em funções religiosas, não perdoa o clero nem o governador-geral (apelidado "Braço de Prata" por causa de sua prótese) com seu sarcasmo. Mulherengo, boêmio, irreverente, iconoclasta e possuidor de um legendário entusiasmo pelas mulatas, pôs muita autoridade civil e religiosa em má situação, ridicularizando-as de forma impiedosa.
Provocando a ira de um parente próximo do governador-geral do Brasil, foi embarcado à força para Angola (1694), pois corria risco de vida. Na África, curte a dor do desterro, espanta-se diante dos animais ferozes, intriga-se com a natureza, dá vazão ao seu racismo e se arrisca à perda da identidade. Sua chegada à Luanda coincide com uma crise econômica e com uma revolta da soldadesca portuguesa local. Gregório interferiu, pacificou o motim, acalmou (ou traiu?) os revoltosos e, como prêmio, voltou para o Brasil, para o Recife, onde terminaria seus dias.
Hoje é o dia dos Pais e meu pai partiu desta vida aos 68 anos e quando eu tinha apenas 15/16 anos. Deu-me vontade de escrever esta carta pelo dia dos pais de 2005, pois abateu-me uma imensa saudade...
Carta ao Meu Pai
Pai querido, faz tanto tempo que partiste...
Ainda adolescente me deixaste...
Sei que de longe ficaste me amparando
Orientando, auxiliando e admirando
Todo esforço realizado por nós,
com um objetivo e uma meta a alcançar.
Sei que o esforço foi grande, mas cheguei
onde desde a mais tenra idade,
sempre te dizia que ia estar !
Sei que até hoje sempre estás ao meu lado,
Agora não mais só, tens a companhia de mamãe
Sempre os sinto, muito próximo ,
Nem que seja em pensamento,
Também não podes nem imaginar
Quão radiante fico, sempre que os percebo
Quero dizer que os amo muito.
E que não importa onde vais estar neste dia
Só quero desejar um Feliz Dia dos Pais!
Da tua Filha turrona e teimosa
Semida
Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim.
Até quando iremos suportar estes atentados?
Até quando as pessoas serão insensíveis e continuarão?
Até quando famílias haverão de chorar
por seus entes queridos?
Israelenses, palestinos, egípcios,
Espanhóis, ingleses ou americanos
estarão lamentando e chorando
por seus mortos da família ou amigos?
Até quando seremos alvos de insensatos?
Estas cenas brutais , que comovem
que chocam, que brutalizam e sensiblizam
não podem mais continuar.
Muitos inocentes, trabalhadores ou pessoas
comuns pagam com a vida ou ficam mutilidas
na imagem corporal ou na alma.
Até quando?
Isto é Brasil
Domingo fui ver o Show Isto é Brasil do coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus.
Nele estão associados samba e Balet Clássico com a bailarina Ana Botafogo que integra o corpo de Balet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Simplesmente fantástico o conjunto de músicas e de danças.
Carlinhos de Jesus é perfeccionista e Ana Botafogo simplesmente divina!
Esta conjunção de Balet e Samba formam um duo do qual ainda ouviremos falar muito.
Samba, frevo, forró , samba de gafieira , dança de salão e balet associados formando um belo conjunto.
Os dançarinos e dançarinas de Carlinhos de Jesus são fabulósos.
Eles irão excursionar por outros estados brasileiros e chegarão até ao continente europeu, aventurando-se também pela China e outros países; estas foram as informações passadas.
Todos que puderem vejam! Vale a pena; é uma exaltação ao nosso querido país.
Tu que me re-ensinaste a rir, cantar e ser feliz,
Tu que ao meu encontro faltaste,
Não sabes a dor que me causaste!
Novamente abandonada me senti.
Desprezada, novamente me percebi.
Somente te confesso deprimida não me atinei,
Não conseguiste me fazer eternamente triste.
Teu amor descobri , foi um engano.
Mas, como certa vez o poeta disse:
" Foi eterno enquanto durou!"
Hoje no dia que comemoro a vida, ofereço esta oração ao Bom Pai
ORAÇÃO PELOS AMIGOS
Pai, eu Lhe peço que abençoe meus amigos que estiverem lendo esta mensagem.
Faça-lhes uma nova revelação de Seu amor e poder.
Espírito Santo, peço-Lhe que ministre o espírito deles neste momento.
Onde houver dor, conceda-lhes Sua paz e misericórdia.
Onde houver dúvida, renove-lhes a confiança na Sua capacidade de operar através deles.
Onde houver cansaço ou exaustão, peço-Lhe que lhes dê compreensão, paciência e força enquanto aprendem a se submeter a Sua direção.
Onde houver estagnação espiritual, peço-Lhe que os renove, revelando Sua proximidade e atraindo-os para maior intimidade com o Senhor.
Onde houver medo, revele Seu amor e incuta-lhes Sua coragem.
Onde houver o obstáculo de algum pecado, revele-o e quebre o poder que estiver exercendo sobre a vida deles.
Abençoe suas finanças, conceda-lhes maior visão, levante líderes e amigos para dar-lhes apoio e encoraje-os.
Dê a cada um discernimento para reconhecer as forças negativas que os rodeiam e revele-lhes o poder que tem no Senhor para derrotá-las.
Peço-Lhe que faça todas essas coisas em nome de Jesus. No amor cristão.
Semida
Ao completar o 2º ano sem festa, só uma singela homenagem a todas as mães
Semida
Não se preocupe por não poder dar a seus filhos o melhor de tudo.... Dê a eles o seu melhor.
Desconheço a autoria
Autor Desconhecido
DOUTORAS
Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.
Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.
O funcionário insistiu: "o que eu pergunto é se tem um trabalho."
"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."
"Nós não consideramos isso um trabalho. Vou colocar dona de casa", disse o funcionário friamente.
Uma amiga sua, chamada Marta soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo
Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura, eficiente.
O formulário parecia enorme, interminável.
A primeira pergunta foi: "qual é a sua ocupação?"
Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:
"Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas."
A funcionária fez uma pausa e Marta precisou repetir pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar;
"Posso perguntar, o que é que a senhora faz exatamente?"
Sem qualquer traço de agitação na voz, com muita calma, Marta explicou: "Desenvolvo um programa à longo prazo, dentro e fora de casa."
Pensando na sua família, ela continuou: "sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia, às vezes até 24 horas."
À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.
Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Subindo ao andar de cima da casa, ela pôde ouvir o seu mais novo projeto, um bebê de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz.
Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades. E horas intermináveis de dedicação.
"Mãe, onde está meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não pára de chorar. Mãe, você me busca na escola? Mãe, você vai assistir a minha dança? Mãe, você compra? Mãe..."
Sentada na cama, Marta pensou: "se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?"
E logo descobriu um título para elas: doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas.
As bisavós, doutoras executivas sênior.
As tias, doutoras-assistentes.
E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: doutoras na arte de fazer a vida melhor.
No mundo em que os títulos são importantes, em que se exige sempre maior especialização, na área profissional, torne-se especialista na arte de amar.
Como excelente mestra, ensine seus filhos, através do seu exemplo, a insuperável arte de expressar sentimentos.
Ensine a difícil arte de interpretação de choro de bebê e de secar lágrimas de adolescente.
Exemplifique a renúncia, a paciência e a diplomacia. E colha, vitoriosa, ao final de cada dia, os louros do seu esforço nos abraços dos seus filhos e na espontaneidade de suas manifestações de afeto.
Dia do Beijo
Hoje é o dia do Beijo, vejam só já instituíram até um dia para ele. Mas o bom mesmo é beijar sempre e todo os dias, todas as horas e a qualquer minuto.
Beijo de carinho, fraterno, afetuoso, amoroso, que traduz amor, paixão e até mesmo adoração. São mil e um os tipos de beijo. Aqui também se incluem: o beijo ofertado, trocado dividido e até mesmo o beijo roubado.
Como não poderia deixar de ocorrer, já surgiu um manual de beijo. Para os beijoqueiros mor, vejam ..... Deu esta notícia O Elefante:
O beijo é um assunto tão interessante que já ganhou até um manual. Trata-se do livro "O Dossiê do Beijo: 484 maneiras de se beijar" de autoria de Pedro Paulo Carneiro. Segundo o autor, do seu nascimento até a morte, você terá 24 mil beijos para serem trocados, divididos, roubados... Você pode conferir as dicas do autor, mas certamente nesse assunto só a prática pode levar à perfeição!.
A todos mil beijos da
Semeadora
Ele foi ao encontro de todos os povos e agora as mais diversas etnias se reuniram no Vaticano em torno dele para a última homenagem a este que foi o Papa da juventude e que sempre se esforçou para unir as religiões. Amigos e inimigos estão unidos solidários neste momento de comoção mundial. Estamos vendo uma amostra do que o Cristo pregou, a união, a amizade e a fraternidade. Minha homenagem singela ao Papa João Paulo II.
Agora ele foi ao encontro de Deus e para ele o nosso adeus agradecido...
É tempo de vida.
É tempo de libertação em você.
E naqueles que você faz renascer.
É tempo de presença
Quando você deixa marcas
na sua passagem.
É tempo de novidade
Porque você pode renovar tudo
RENOVE-SE!
Marque sua presença com a vida
que faz desabrochar coisas novas
É PÁSCOA!
Cante com a alegria a sua vida
A canção da esperança
Sorria e continue andando
Porque é uma alegria poder caminhar
Sinta a felicidade de transformar-se
Em homem novo.
Cada dia que passa
VOCÊ faz PÁSCOA,
Cada vez que faz um irmão viver
Maravilhar-se com a vida
É PÁSCOA!
Páscoa é tornar as coisas novas
Páscoa é libertação
Páscoa é o encantamento do amanhecer
Páscoa é você deixando
PAZ E AMOR
No caminho por onde anda
CRISTO,
sentido pleno e magno de PÁSCOA.
Um opulento comerciante ficara profundamente aflito ao verificar, um dia que todas suas moedas e barras de ouro haviam se transformado em carvão da noite para o dia, e recolhera-se ao leito sem mais querer alimentar-se, pois preferia a morte à indigência.
Um amigo seu, informado do acontecido, foi visitá-lo e ao ouvir-lhe a causa de seu sofrimento, ponderou-lhe:
-Teu ouro transformou-se em carvão porque não aplicaste bem tua riqueza. O ouro avaramente acumulado não vale mais do que o carvão. Mas ouve um conselho: estende teus tapetes no bazar, põe-lhes em cima o carvão e vende-o.
O mercador seguiu o conselho de seu amigo, e quando os vizinhos lhe perguntaram por que vendia carvão, respondia:
-É a única coisa que possuo.
Algum tempo depois, uma jovem órfão e pobre, chamada Krisha Gotami, passou pelo bazar do mercador e lhe perguntou:
-Meu senhor; vendes também estes montões de ouro?
O mercador respondeu-lhe:
-De que ouro falas? Onde está?
Krisha Gotami pegou uns pedaços de carvão, que na vista do mercador se transformaram em ouro.
O mercador supôs que Krisha Gotami possuísse clarividência mental, e a casou com seu filho, pensando consigo mesmo: "Para muitas pessoas o ouro não vale mais que o carvão: mas Krisha Gotami transmuda o carvão em ouro."
Krisha Gotami teve um filho e este morreu. Transida de dor, ia com o filho morto de casa em casa, pedindo um remédio, e as pessoas diziam:
-Está doida: a criança está morta."
Finalmente, Krisha Gotami encontrou um camponês que respondeu sua súplica dizendo:
-Não posso dar um remédio para a criança, porém sei de um médico capaz de o dar.
E Krisha Gotami respondeu:
-Suplico-te que me digas quem é.
-Vai ver o Buda.
Krisha Gotami foi ver o Iluminado e exclamou, chorando:
-Senhor meu e mestre. Meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Senhor meu mestre, dá-me um remédio que cure o meu filho.
O Iluminado respondeu:
-Sim irmãzinha, há uma coisa que pode curar teu filho e a ti, se puderes consegui-la, porque os que consultam os médicos tomam o que lhes é receitado. Procura uma simples semente de mostarda preta, porém só deves receber de uma casa onde nunca tenha entrado a morte, onde não tenha ainda morrido pai, mãe, filho nem filha, nem irmão, nem irmã, nem escravo nem parente.
Aflita, Krisha Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam, porém, quando ela pergunta se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam:
-Ah! Poucos são os vivos e muitos os mortos. Não despertes nossa dor.
Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e dirigia-se a outros que lhes diziam:
-Aqui está a semente, porém já morreu nosso escravo.
-Aqui está a semente, porém o semeador morreu entre a estação chuvosa e a colheita.
E não encontrou nenhuma casa onde não tivesse morrido alguém.
Krisha Gotami voltou chorosa para o Iluminado dizendo-lhe:
-Ah! Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir, e volto para ver teu rosto e beijastes pés suplicando-te que me digas onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte, pois, apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido.
O mestre respondeu-lhe:
-Minha irmã, procurando o que não podes encontrar, achaste o amargo bálsamo que eu queria dar-te. Sobre teu seio, o ser que amas dormiu hoje o sono da morte. Agora já sabes que todo mundo chora uma dor semelhante à tua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se concentrado num só. Escuta! Derramaria eu meu sangue se, derramá-lo pudesse deter tuas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos conduzir-vos ao sacrifício, qual mudos animais conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, néscios e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém, o sábio que conhece a Lei não se pertuba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtém a paz, mas pelo contrário, avivam as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma, deve arrancar de sua ferida a flecha do desgosto, da queixa, da lamentação. Feliz será aquele que consegue vencer a dor. Sepulta tu mesma o teu filho.
Extenuada pela dor, Krisha Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disse consigo: "Quão egoísta sou eu em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quando vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz à imortalidade - aquele que elimina de si todo egoísmo.
E sufocando o amor egoísta que sofria por seu filho, enterrou-o no bosque. E foi logo refugiar-se no Iluminado, e encontrou consolo que alivia o coração dilacerado pela dor.
Dedico a todas as pessoas
que um dia perderam um ente muito querido
Menina, moça e mulher
três estágios de vida
menina pequenina
bonequinha, meiguinha
sendo para vida preparada.
Moça, começa a preparar-se
para os estudos completar
Bailes, namoros e experiências
a ter e com elas alcançar
plenitude e a maturidade.
Mulher, flor que acaba de
desabrochar, e para a
vida abrir-se como uma rosa
perfumada, terna e doce.
Círculo que vai se fechando
filhos, marido, profissão;
desgastes, amores que chegam
e que partem, sofrimentos
guardados, acumulados
Carinhos desejados e que
num redemoinho se perdem
deixam-na também perdida,
altamente sensibilizada.
Chegam com a idade
a velhice , a vontade de
desfrutar da vida e do amor
tudo que tem e que almeja
e nada mais anseia em sua
odisséia a não ser amor,
amor, amor e mais amor!
Ontem foi o aniversário da minha cidade, estando sem computador não pude colocar um post a respeito, hoje com uma trégua estou vindo aqui. Cidade de São Sebastiaão do Rio de Janeiro 440 anos de um cenário marailhoso que é a sua paisagem, 440 anos de amor,beleza, de solidariedade e de irreverência de seu povo que é amigo, solidário e hospitaleiro. Cidade cheia de problemas, alguns de suma importância e outros menores, mas que nem por isso deixa de ser maravilhosa.
Visite o site : http://www.riodejaneirovirtual.com
Neste site podes fazer uma visita virtual a minha amada cidade.
Parabéns Rio de Janeiro.
Se a vida é uma eterna festa,
Eu vivo sempre pronta para
Dançar ao som da música
que toca incessantemente
que é o suave hino ao amor;
eu vivo amando e dançando...
Semida Cauduro Rodesky
Ano Novo
Virada de página na folhinha, sonhos deixados para trás bem como promessas e planos.
Época de refazer a vida, planejando e afirmando categoricamente que estes eu vou cumprir mesmo!
Sonhos refeitos, planejamentos para 2005, esperanças redobradas.
Ah! meu amigo, que eu possa pelo menos descortinar, elaborar e realizar pelo menos a metade do que planejo.
Vibrar ao mesmo tom de quem eu amo, curtir umas longas férias, será que consigo?
Cuidar da saúde, visitar aquele parente ou aquele amigo distante que não vejo há muito.
Não descuidar do exercício , tão importante para manter as articulações em perfeito funcionamento, fazer a profilaxia da osteoporose, tomar e colocar em dia todas as minhas vacinas. Iniciar e terminar quando magra aquele mesmo regime que afirmei que iria fazer em 2004. Mas comer é tão bom, como privar o meu paladar de pratos saborosos?
Já estou até cansada de tantos planos fazer. Como sei que eles serão só superficialmente tratados, acho que paro por aqui antes que tu também estejas cansado de ler tantas promessas. Mas o que agora escrevo eu não estou prometendo não....
Desejo a ti e a toda a a tua família um 2005 de muitas realizações, com saúde e felicidade plena. Deixe que os planos eu faço...
Realiza tudo aquilo que necessitas ou desejas.
Feliz Ano Novo!
Os sinos tocam, é Natal...
Ele nasceu, trazendo a luz,
O amor ,
a humildade e a fraternidade.
A estrela brilha no horizonte
mostrando o caminho.
Vamos segui-la, aprender
os ensinamentos do Mestre.
Olha para o teu irmão e ampara-o.
leva uma palavra de consolo
aos necessitados e aos carentes.
Se teu irmão tem fome, alimenta-o.
se tem sede, oferte-lhe água.
Se tem frio agasalha-o.
Se está carente de amor
ame-o em nome do Senhor.
Este é o melhor presente a
ser ofertado neste Natal.
Jesus, está sempre a teu lado
Ele te dá força para superar
obstáculos.
Feliz Natal!
Semida C. Rodesky
Rio de janeiro, 24 de dezembro de 2004.
Eu queria que este Natal
Fosse um Natal de sonhos verdadeiros
Um Natal em que Cristo
Nascesse na Gruta do coração da gente
E mudasse nossa vida
E transformasse nosso caminho.
Um Natal em que as pessoas
Abandonassem as armas da exclusão
Abrissem os braços para o amor
E embalassem o Menino Deus
Ao ritmo da música da paz.
Um Natal em que Jesus valesse mais
Que uma roupa nova
Que uma ceia farta
Ou que um presente.
Que Jesus valesse Salvação.
Eu queria um Natal, Natal,
Um Natal transformação,
Um Natal mundo novo,
Um Natal alegria,
Uma verdadeira festa de amor
Em celebração à vida,
Para entrarmos no Novo Ano
Cheios de Deus
Na Gruta do coração da gente.
Não Quero Rosas
Fernando Pessoa
Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?
Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que minha alma ignora
É isso que quero possuir.
Para quê?...
Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...
A lua brilha diretamente no céu
nesta manhã que desponta no horizonte,
o dia ainda está adormecido,
misturam-se o dia e a noite dando lugar
ao cinzento amanhecer.
As ondas são pequenas como a marotear
lânguidas e preguiçosamente,
parecem espreguiçar-se sensualmente
sobre a areia fria, estática e absorvente.
Imponentes, os cavalos saem de seu
banho matinal, velozes e garbosos,
limpos, alvos e contundentes.
Confundem-se também com uma
onda maior, que vem se desfazendo
em espuma, multiplicando os animais
belos, brancos altivos e fogosos.
Preparam-se para, quem sabe,
levar a carruagem da vida
que se inicia, alegre e altiva,
como o dia que surgirá em breve.
Sorria
Sorria sempre. Imagine que você vai ter uma reunião chata e tensa. Se você entrar na sala sorrindo para os presentes, falando com todos de maneira amável, perceberá que metade desta tensão já foi quebrada ali. Você está no trânsito, uma pessoa tenta passar a sua frente, mas não há espaço, se ao invés de encará-lo com toda sua raiva, tente sorrir e ceder-lhe o espaço.
Além de ser uma atitude bem mais educada, você acaba de energizar toda sua volta com uma grande energia positiva. O segredo do sorriso está num coração tranqüilo, porque é ali que ele nasce. E ele contagia. Perceba isso, sorria para alguém, no elevador, na fila do banco, apenas um sorriso, como se fosse um cumprimento. Ninguém resiste. Acabam mais cedo ou mais tarde lhe devolvendo o mesmo sorriso. Procure sempre sorrir.
Autor Desconhecido